sexta-feira, 3 de abril de 2026

Campioneiros de 1923, 2011

Compositores: Maurício Murad e Tiãozinho do Salgueiro

Intérprete: Tiãozinho do Salgueiro

Áudio: enviado por Maurício Murad

Foto: reprodução internet

 


 

 Letra:

 

Foi no ano da graça de 1923,

Festejando 25 anos de sua fundação,

Que o clube do imigrante português,

Do futebol do Rio foi o campeão

 

Timaço de gente humilde

Reunindo pela primeira vez

Pretos e pobres, povo simples da

Capoeira e do samba, ginga que

Transformou o futebol

Elitista, racista e inglês,

Numa ópera escrita com os pés,

A arte do songamonga

 

Quem venceu no futebol a

Escravidão foi o Vasco, com

Liberdade, ginga e criatividade

 

Isso mudou o futebol brasileiro

E balançou o preconceito,

Em nossa sociedade.

Aquele timaço foi o pioneiro,

Do estilo de jogar com habilidade

 

Nelson, Mingote, Nicolino,

êê Nicolino,

Negrito e Bolão, Bolão,

Paschoal, Torterolli e Arlindo,

Ceci, Arthur e Leitão

 

Do futebol democrático,

Vocês são os jogadores,

Campeões e pioneiros,

Campioneiros de todas as cores

 

Nós fizemos por merecer

Vasco ao nascer, Vasco até morrer

Nós fizemos por merecer

Vasco ao nascer, Vasco até morrer

 

 

A Revista do Vasco nº 16 (abril/junho de 2011) trouxe a reportagem “Orgulho da própria história – Líderes da luta contra o preconceito racial elogiam a nova terceira camisa vascaína” e a letra do samba acima, gravado por Tiãozinho do Salgueiro e disponibilizado para download.

 


No site oficial do clube, podemos ler mais detalhes sobre a “Resposta Histórica” de 1924 e o pioneirismo do clube na luta contra o racismo:

Em 1915, o Vasco da Gama adotou a prática do futebol. (...) No ano de 1923, o Vasco da Gama conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. O Clube, com um time recheado de jogadores das camadas populares, os lendários Camisas Negras, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Realizando uma campanha espetacular, a equipe vascaína fez história ao conquistar pela primeira vez o campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social existentes no futebol. De 1906 a 1922, não havia jogadores das camadas populares nas equipes que conquistaram o campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro.

A conquista do Campeonato de 1923 foi um marco esportivo para o futebol brasileiro e um divisor de águas na evolução do esporte em nosso país. Essa façanha vascaína revoltou àqueles que monopolizavam os títulos e que comandavam o futebol na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), principal associação de agremiações que praticavam esse esporte na então maior metrópole do Brasil. Nos primeiros meses de 1924, em resposta à ousadia do Vasco da Gama em formar uma equipe que representava a diversidade do povo brasileiro, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA). O Vasco foi convidado a participar dessa entidade e a princípio aceitaria entrar na nova liga. Porém, exigiram do Clube que excluísse 12 (doze) jogadores de suas equipes, 7 (sete) do primeiro quadro e 5 (cinco) do segundo quadro, pois, esses atletas estariam em desacordo com os “padrões morais” necessários para a prática do futebol. Nossos jogadores eram vistos como os “indesejáveis” do futebol.

Em resposta às exigências da AMEA, marcadas pelo racismo e o preconceito social, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando que o Clube desistiria de fazer parte da nova liga, por não aceitar a exclusão de seus atletas e por “(…) não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consórcios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa”; (Ofício CRVG nº261, 07 de abril de 1924). A “Resposta Histórica” demarca uma postura institucional inequívoca do Vasco da Gama alinhada com as camadas populares e na defesa de um futebol democrático, sem preconceito racial/étnico e social.

 


sexta-feira, 20 de março de 2026

Paixão Vascaína, 2011

Compositores: Fernando Regis, Marcelo Eloi e Eduardo Machado

Intérprete: Grupo Toque de Arte

Reprodução: Youtube – Canal Marcelo Walger

 

Letra:

 

(Grito da Torcida: Vasco! Vasco!)

 

Eu sou paixão, sou o Trem Bala da Colina,

Sou a torcida vascaína.

 

Essa história é de quem vibra, é de quem ama
De quem torce e de quem chama
De amor Vasco da Gama.
Mais de cem anos de conquistas e vitórias,
De orgulho e de glórias
E de tantas emoções.
São corações com a Cruz de Malta tatuada
Na cadeira, arquibancada,
Na tribuna ou na geral.


Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.

Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.


São Januário é o nosso caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.

São Januário é o nosso caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.


É o Expresso da Bola. Ai, que forte cenário
Já tivemos Barbosa, Bellini, Ademir, Edmundo e Romário
É Felipe, é Juninho (é gol!), é Dinamite, é Casaca, saca, saca
Toque de Arte tem a turma da fuzarca.

Vasco da Gama é paixão
Vasco da Gama é amor
É o vira, vira, vira, vira,
Virou!

 

(Grito da Torcida: Vasco! Vasco! Vasco! Vasco! Vasco!)

 

A música “Paixão Vascaína” foi lançada em julho de 2011, pelo grupo de samba Toque de Arte, quarteto formado por Marcelo Eloi (que chegou a ser jogador de futebol profissional), Fernando Regis, Marcelo China e Marcio Costa.

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Trem Bala da Colina, 2011

Compositor e intérprete: Mc Charles

Lançamento: 2011

Faixa 32 do DVD “Show Furacão 2000 Armagedon 2”

Reprodução: Youtube – Canal Furacão 2000

 


 

 

Letra:

 

Alô, Furacão! 

 

É time de tradição, é estilo Furacão 

É time de tradição, é estilo Furacão 

 

Já tive Expresso da Vitória,

Agora vamos pra cima

Aqui não tem essa de bonde

É o Trem Bala da colina

É o Trem Bala, é o Trem Bala

Mas é o Trem Bala, é o Trem Bala!

 

É time de tradição

Que acabou com o preconceito

E é por isso que eu carrego

A Cruz de Malta no meu peito

Puxa o trem, vamos pra cima

Mas puxa o trem, vamos pra cima 

 

Quero ver vocês assim, ó...

Uh, vai pra cima! Uh, vai pra cima!

 

O vascaíno MC Charles, famoso por criar músicas para o seu time de coração, fez o funk “Trem Bala da Colina”, que conquistou a torcida e embalou os jogadores na conquista da Copa do Brasil de 2011.

 

A frase “Aqui não tem essa de bonde” é uma referência ao funk do rival, “É o Bonde do Mengão sem Freio”.

 

O funk foi registrado também no show “Vamos todos cantar de coração”, de 2012, lançado em CD e em DVD pela Som Livre.

 





Campioneiros de 1923, 2011

Compositores: Maurício Murad e Tiãozinho do Salgueiro Intérprete: Tiãozinho do Salgueiro Áudio: enviado por Maurício Murad Foto: repro...