Sou batuqueiro
Da escola do Noel
Sou partideiro
Da Vila sou menestrel
Ê companheiro
Sou parceiro, sou fiel
Sou brasileiro
Sou Vasco e Vila Isabel
Sou brasileiro
Sou Vasco e Vila Isabel
A Vila azul e branca
E em outros tons colorida
É grande e não bota banca
Se funde com a minha vida
Mora no meu coração
Uma incontida paixão
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou do Rio de Janeiro
Do Vasco da Gama tenho uma
bela história
Mas como sinto saudade do Expresso da Vitória
Um time de grandes craques
Que não sairão da memória
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou do Rio de Janeiro
Alô, Brasil
Quando é que vai se superar
Da bola ser campeão
Pra gente comemorar
Crescer com isonomia
Lustrar a democracia
Do mundo ser o celeiro
Na ONU ter bom conceito
Pro povo bater no peito
E gritar sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou brasileiro
Samba
lançado pelo ilustre vascaíno Martinho da Vila na faixa 13 do álbum “De Bem com
a Vida”. A canção cita as duas grandes paixões do compositor, o Vasco e a Vila
Isabel, e relembra o “Expresso da Vitória”.
Casaca,
casaca, casaca, a Cruz de Malta é a nossa oração
Casaca,
casaca, casaca, Vasco da Gama mora no meu coração
Essa
música foi a faixa 08 do CD “Vamos todos cantar de coração – O Show”, lançado
pela Som Livre em 2012, cantada pelo ilustre vascaíno Nelson Sargento.
Compositores:
Maurício Murad e Tiãozinho do Salgueiro
Intérprete:
Tiãozinho do Salgueiro
Áudio:
enviado por Maurício Murad
Foto:
reprodução internet
Letra:
Foi
no ano da graça de 1923,
Festejando
25 anos de sua fundação,
Que
o clube do imigrante português,
Do
futebol do Rio foi o campeão
Timaço
de gente humilde
Reunindo
pela primeira vez
Pretos
e pobres, povo simples da
Capoeira
e do samba, ginga que
Transformou
o futebol
Elitista,
racista e inglês,
Numa
ópera escrita com os pés,
A
arte do songamonga
Quem
venceu no futebol a
Escravidão
foi o Vasco, com
Liberdade,
ginga e criatividade
Isso
mudou o futebol brasileiro
E
balançou o preconceito,
Em
nossa sociedade.
Aquele
timaço foi o pioneiro,
Do
estilo de jogar com habilidade
Nelson, Mingote, Nicolino,
êê Nicolino,
Negrito
e Bolão, Bolão,
Paschoal,
Torterolli e Arlindo,
Ceci,
Arthur e Leitão
Do
futebol democrático,
Vocês
são os jogadores,
Campeões
e pioneiros,
Campioneiros
de todas as cores
Nós
fizemos por merecer
Vasco
ao nascer, Vasco até morrer
Nós
fizemos por merecer
Vasco
ao nascer, Vasco até morrer
A Revista
do Vasco nº 16 (abril/junho de 2011) trouxe a reportagem “Orgulho da própria
história – Líderes da luta contra o preconceito racial elogiam a nova terceira
camisa vascaína” e a letra do samba acima, gravado por Tiãozinho do Salgueiro
e disponibilizado para download.
No
site oficial do clube, podemos ler mais detalhes sobre a “Resposta Histórica” de 1924 e o pioneirismo do clube na luta contra o
racismo:
“Em
1915, o Vasco da Gama adotou a prática do futebol. (...) No ano de 1923, o
Vasco da Gama conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. O Clube, com
um time recheado de jogadores das camadas populares, os lendários Camisas
Negras, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Realizando uma
campanha espetacular, a equipe vascaína fez história ao conquistar pela
primeira vez o campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição
social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social existentes no
futebol. De 1906 a 1922, não havia jogadores das camadas populares nas equipes
que conquistaram o campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro.
A
conquista do Campeonato de 1923 foi um marco esportivo para o futebol
brasileiro e um divisor de águas na evolução do esporte em nosso país. Essa
façanha vascaína revoltou àqueles que monopolizavam os títulos e que comandavam
o futebol na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), principal
associação de agremiações que praticavam esse esporte na então maior metrópole
do Brasil. Nos primeiros meses de 1924, em resposta à ousadia do Vasco da Gama
em formar uma equipe que representava a diversidade do povo brasileiro, ocorreu
uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de
Esportes Athleticos (AMEA). O Vasco foi convidado a participar dessa entidade e
a princípio aceitaria entrar na nova liga. Porém, exigiram do Clube que
excluísse 12 (doze) jogadores de suas equipes, 7 (sete) do primeiro quadro e 5
(cinco) do segundo quadro, pois, esses atletas estariam em desacordo com os
“padrões morais” necessários para a prática do futebol. Nossos jogadores eram
vistos como os “indesejáveis” do futebol.
Em
resposta às exigências da AMEA, marcadas pelo racismo e o preconceito social, o
então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando
que o Clube desistiria de fazer parte da nova liga, por não aceitar a exclusão
de seus atletas e por “(…) não se conformar com o processo porque foi feita a
investigação das posições sociais desses nossos consórcios, investigação levada
a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa”; (Ofício CRVG
nº261, 07 de abril de 1924). A “Resposta Histórica” demarca uma postura
institucional inequívoca do Vasco da Gama alinhada com as camadas populares e
na defesa de um futebol democrático, sem preconceito racial/étnico e social.”
Compositores: Fernando Regis, Marcelo Eloi e
Eduardo Machado
Intérprete: Grupo Toque de
Arte
Reprodução: Youtube – Canal Marcelo
Walger
Letra:
(Grito da Torcida: Vasco!
Vasco!)
Eu sou paixão, sou o Trem
Bala da Colina,
Sou a torcida vascaína.
Essa história é de quem
vibra, é de quem ama
De quem torce e de quem chama
De amor Vasco da Gama.
Mais de cem anos de conquistas e vitórias,
De orgulho e de glórias
E de tantas emoções.
São corações com a Cruz de Malta tatuada
Na cadeira, arquibancada,
Na tribuna ou na geral.
Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.
Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.
São Januário é o nosso caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.
São Januário é o nosso
caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.
É o Expresso da Bola. Ai, que forte cenário
Já tivemos Barbosa, Bellini, Ademir, Edmundo e Romário
É Felipe, é Juninho (é gol!), é Dinamite, é Casaca, saca, saca
Toque de Arte tem a turma da fuzarca.
Vasco da Gama é paixão
Vasco da Gama é amor
É o vira, vira, vira, vira,
Virou!
(Grito da Torcida: Vasco!
Vasco! Vasco!
Vasco! Vasco!)
A
música “Paixão Vascaína” foi lançada em julho de 2011, pelo grupo de samba
Toque de Arte, quarteto formado por Marcelo Eloi (que chegou a ser jogador de
futebol profissional), Fernando Regis, Marcelo China e Marcio Costa.