sexta-feira, 29 de maio de 2026

F.D.J. (Fome de Justiça), 2021

Compositores: RP Local

Intérprete: RP Local feat. AKA Roma

Áudio e Foto: Youtube – Canal RP Local



Letra:

 

Querem que eu faça um som gringo

Esperam que eu esteja sorrindo

Prefiro falar com os da área

Aqueles que sentem o que eu sinto

 

Querem impor um padrão

Que não serve pra nós

Quer saber da minha vida?

Ouve a dor na minha voz

 

Joguei minha vida no modo noturno

Botei no dedo os anéis de saturno

Faz 4 dias que, baby, eu não durmo

Mas tá tranquilo eu não perco meu turno

 

Dias e dias na luta

Basta sacar minha conduta

E quem me julga de drogado

Que coincidência, é gado

 

Canto histórias reais

De manos e minas locais

Lutando por algo mais

Dormindo na guerra e sonhando com paz

 

Esse verso aqui carrega ideais

Meu DNA nos pontos cardeais

Eu fiz dessas linhas meus mapas mentais

Eu vi nesse bairro conjunções astrais

 

Eu não aguento mais

Uma pá talento perdido em páginas policiais

Eu não aguento mais

Eu não aguento mais

 

Diz que isso não normal

Inventa um país com um novo final

Essa porra é Brasil

Espera o Carnaval

(Eu não aguento mais)

 

Fome de Justiça

Sede de Vitória

Eu e os meus manos

Sempre buscando a glória

 

Minha trajetória

Marcada na história

Levantem as taças

Chegou nossa hora

 

Eu perco tudo contigo

Mas hoje eu me amo

Cada verso meu é uma poesia

Lírica, eu declamo

Se tá ruim não reclamo

 

Altero a estratégia do jogo

Eu sou Vasco da Gama

São Januário lotado

E a torcida cantando o coro

 

Ouça o som da minha voz ecoando

Essa eu fiz foi pras minas e pros mano

Que vieram da área onde vim

Entoando o Grito suburbano

 

Eu vestindo a do Vasco da Kappa

Ela é Fla mas gosta da minha marra

Diz que é inspiração da minha rima

Quer brotar meia-noite lá em casa

 

Aqui no Rio quando fecha o tempo

O que me protege não é meu corta-vento

É minha oração, é minha fé em ação

É minha reza e meu santo na contenção

 

Meus manos andam em bonde por segurança

Quando bate o grave, ela mete dança

Gosta da gestão, passa confiança

Moral nessas ruas não é só finanças

 

Baile lotado, Pedra do Sal

Brvnx no beat, o meu flow local

Roma no feat, Opalla no topo

A vida é um convite, então enche meu copo

 

[Sou guerreiro, sou certo

E não admito falha]

 

Fome de Justiça

Sede de Vitória

Eu e os meus manos

Sempre buscando a glória

 

Minha trajetória

Marcada na história

Levantem as taças

Chegou nossa hora

 

Música do vascaíno e MC carioca RP Local que cita o Gigante da Colina e o estádio de São Januário.

 

Visite o canal do autor, clique aqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Lá na Colina, 2011

Compositor: Ciraninho

Intérprete: Fernanda Abreu

Áudio: acervo pessoal

Foto: reprodução internet

 


Letra:

 

Vou subir a colina

Pra ver meu amor, vou lá

Vou lá

Vou lá ver meu Vasco jogar

Vou lá

Vou lá ver meu Vasco jogar

 

Eu sou do tempo

De Roberto, Romário e Mazinho

Edmundo, Galvão e Juninho,

Rei da França e do Monumental

Eu sou do tempo

Que a gente pagava pra ver

O Felipe fazendo chover,

Levantando toda a social.

 

(Eu sou)

 

Eu sou negro da cor do Barbosa,

Eu sou negro da cor do Alcir,

Eu sou branco da cor do Bellini,

Eu sou branco que nem o Ademir

 

Sou mestiço da cor do Brasil,

Sou da África, de Portugal.

A elite fingiu que não viu,

Mas o bem venceu o mal

No meu peito carrego essa cruz,

Que é de malta de nosso Senhor

Não me importa o que ninguém me diga,

Eu vou pra colina, vou ver meu amor

 

(Vou lá)

 

Essa música foi a faixa 11 do CD “Vamos todos cantar de coração – O Show”, lançado pela Som Livre em 2012, cantada pela vascaína Fernanda Abreu.

 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Casaca Casaca, 2011

Compositor e intérprete: Nelson Sargento

Áudio: acervo pessoal

Foto: reprodução internet 


Letra:

 

São muitos anos de glória,

Enriquecendo a história

Do esporte bretão

Vasco da Gama baniu o preconceito

Em nome do direito

Dando razão à razão.

Formando atletas de escol,

Na regata e no futebol,

O seu nome está presente

 

Nos estádios a plateia emocionada

Com bandeiras desfraldadas

Vai cantando alegremente.

 

Casaca, casaca, casaca, a Cruz de Malta é a nossa oração

Casaca, casaca, casaca, Vasco da Gama mora no meu coração

 

Essa música foi a faixa 08 do CD “Vamos todos cantar de coração – O Show”, lançado pela Som Livre em 2012, cantada pelo ilustre vascaíno Nelson Sargento.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Campioneiros de 1923, 2011

Compositores: Maurício Murad e Tiãozinho do Salgueiro

Intérprete: Tiãozinho do Salgueiro

Áudio: enviado por Maurício Murad

Foto: reprodução internet

 


 

 Letra:

 

Foi no ano da graça de 1923,

Festejando 25 anos de sua fundação,

Que o clube do imigrante português,

Do futebol do Rio foi o campeão

 

Timaço de gente humilde

Reunindo pela primeira vez

Pretos e pobres, povo simples da

Capoeira e do samba, ginga que

Transformou o futebol

Elitista, racista e inglês,

Numa ópera escrita com os pés,

A arte do songamonga

 

Quem venceu no futebol a

Escravidão foi o Vasco, com

Liberdade, ginga e criatividade

 

Isso mudou o futebol brasileiro

E balançou o preconceito,

Em nossa sociedade.

Aquele timaço foi o pioneiro,

Do estilo de jogar com habilidade

 

Nelson, Mingote, Nicolino,

êê Nicolino,

Negrito e Bolão, Bolão,

Paschoal, Torterolli e Arlindo,

Ceci, Arthur e Leitão

 

Do futebol democrático,

Vocês são os jogadores,

Campeões e pioneiros,

Campioneiros de todas as cores

 

Nós fizemos por merecer

Vasco ao nascer, Vasco até morrer

Nós fizemos por merecer

Vasco ao nascer, Vasco até morrer

 

 

A Revista do Vasco nº 16 (abril/junho de 2011) trouxe a reportagem “Orgulho da própria história – Líderes da luta contra o preconceito racial elogiam a nova terceira camisa vascaína” e a letra do samba acima, gravado por Tiãozinho do Salgueiro e disponibilizado para download.

 


No site oficial do clube, podemos ler mais detalhes sobre a “Resposta Histórica” de 1924 e o pioneirismo do clube na luta contra o racismo:

Em 1915, o Vasco da Gama adotou a prática do futebol. (...) No ano de 1923, o Vasco da Gama conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. O Clube, com um time recheado de jogadores das camadas populares, os lendários Camisas Negras, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Realizando uma campanha espetacular, a equipe vascaína fez história ao conquistar pela primeira vez o campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social existentes no futebol. De 1906 a 1922, não havia jogadores das camadas populares nas equipes que conquistaram o campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro.

A conquista do Campeonato de 1923 foi um marco esportivo para o futebol brasileiro e um divisor de águas na evolução do esporte em nosso país. Essa façanha vascaína revoltou àqueles que monopolizavam os títulos e que comandavam o futebol na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), principal associação de agremiações que praticavam esse esporte na então maior metrópole do Brasil. Nos primeiros meses de 1924, em resposta à ousadia do Vasco da Gama em formar uma equipe que representava a diversidade do povo brasileiro, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA). O Vasco foi convidado a participar dessa entidade e a princípio aceitaria entrar na nova liga. Porém, exigiram do Clube que excluísse 12 (doze) jogadores de suas equipes, 7 (sete) do primeiro quadro e 5 (cinco) do segundo quadro, pois, esses atletas estariam em desacordo com os “padrões morais” necessários para a prática do futebol. Nossos jogadores eram vistos como os “indesejáveis” do futebol.

Em resposta às exigências da AMEA, marcadas pelo racismo e o preconceito social, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando que o Clube desistiria de fazer parte da nova liga, por não aceitar a exclusão de seus atletas e por “(…) não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consórcios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa”; (Ofício CRVG nº261, 07 de abril de 1924). A “Resposta Histórica” demarca uma postura institucional inequívoca do Vasco da Gama alinhada com as camadas populares e na defesa de um futebol democrático, sem preconceito racial/étnico e social.

 


sexta-feira, 20 de março de 2026

Paixão Vascaína, 2011

Compositores: Fernando Regis, Marcelo Eloi e Eduardo Machado

Intérprete: Grupo Toque de Arte

Reprodução: Youtube – Canal Marcelo Walger

 

Letra:

 

(Grito da Torcida: Vasco! Vasco!)

 

Eu sou paixão, sou o Trem Bala da Colina,

Sou a torcida vascaína.

 

Essa história é de quem vibra, é de quem ama
De quem torce e de quem chama
De amor Vasco da Gama.
Mais de cem anos de conquistas e vitórias,
De orgulho e de glórias
E de tantas emoções.
São corações com a Cruz de Malta tatuada
Na cadeira, arquibancada,
Na tribuna ou na geral.


Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.

Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.


São Januário é o nosso caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.

São Januário é o nosso caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.


É o Expresso da Bola. Ai, que forte cenário
Já tivemos Barbosa, Bellini, Ademir, Edmundo e Romário
É Felipe, é Juninho (é gol!), é Dinamite, é Casaca, saca, saca
Toque de Arte tem a turma da fuzarca.

Vasco da Gama é paixão
Vasco da Gama é amor
É o vira, vira, vira, vira,
Virou!

 

(Grito da Torcida: Vasco! Vasco! Vasco! Vasco! Vasco!)

 

A música “Paixão Vascaína” foi lançada em julho de 2011, pelo grupo de samba Toque de Arte, quarteto formado por Marcelo Eloi (que chegou a ser jogador de futebol profissional), Fernando Regis, Marcelo China e Marcio Costa.

 

F.D.J. (Fome de Justiça), 2021

Compositores: RP Local Intérprete: RP Local feat. AKA Roma Áudio e Foto: Youtube – Canal RP Local Letra:   Querem que eu faça um...