Casaca,
casaca, casaca, a Cruz de Malta é a nossa oração
Casaca,
casaca, casaca, Vasco da Gama mora no meu coração
Essa
música foi a faixa 08 do CD “Vamos todos cantar de coração – O Show”, lançado
pela Som Livre em 2012, cantada pelo ilustre vascaíno Nelson Sargento.
Compositores:
Maurício Murad e Tiãozinho do Salgueiro
Intérprete:
Tiãozinho do Salgueiro
Áudio:
enviado por Maurício Murad
Foto:
reprodução internet
Letra:
Foi
no ano da graça de 1923,
Festejando
25 anos de sua fundação,
Que
o clube do imigrante português,
Do
futebol do Rio foi o campeão
Timaço
de gente humilde
Reunindo
pela primeira vez
Pretos
e pobres, povo simples da
Capoeira
e do samba, ginga que
Transformou
o futebol
Elitista,
racista e inglês,
Numa
ópera escrita com os pés,
A
arte do songamonga
Quem
venceu no futebol a
Escravidão
foi o Vasco, com
Liberdade,
ginga e criatividade
Isso
mudou o futebol brasileiro
E
balançou o preconceito,
Em
nossa sociedade.
Aquele
timaço foi o pioneiro,
Do
estilo de jogar com habilidade
Nelson, Mingote, Nicolino,
êê Nicolino,
Negrito
e Bolão, Bolão,
Paschoal,
Torterolli e Arlindo,
Ceci,
Arthur e Leitão
Do
futebol democrático,
Vocês
são os jogadores,
Campeões
e pioneiros,
Campioneiros
de todas as cores
Nós
fizemos por merecer
Vasco
ao nascer, Vasco até morrer
Nós
fizemos por merecer
Vasco
ao nascer, Vasco até morrer
A Revista
do Vasco nº 16 (abril/junho de 2011) trouxe a reportagem “Orgulho da própria
história – Líderes da luta contra o preconceito racial elogiam a nova terceira
camisa vascaína” e a letra do samba acima, gravado por Tiãozinho do Salgueiro
e disponibilizado para download.
No
site oficial do clube, podemos ler mais detalhes sobre a “Resposta Histórica” de 1924 e o pioneirismo do clube na luta contra o
racismo:
“Em
1915, o Vasco da Gama adotou a prática do futebol. (...) No ano de 1923, o
Vasco da Gama conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. O Clube, com
um time recheado de jogadores das camadas populares, os lendários Camisas
Negras, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Realizando uma
campanha espetacular, a equipe vascaína fez história ao conquistar pela
primeira vez o campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição
social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social existentes no
futebol. De 1906 a 1922, não havia jogadores das camadas populares nas equipes
que conquistaram o campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro.
A
conquista do Campeonato de 1923 foi um marco esportivo para o futebol
brasileiro e um divisor de águas na evolução do esporte em nosso país. Essa
façanha vascaína revoltou àqueles que monopolizavam os títulos e que comandavam
o futebol na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), principal
associação de agremiações que praticavam esse esporte na então maior metrópole
do Brasil. Nos primeiros meses de 1924, em resposta à ousadia do Vasco da Gama
em formar uma equipe que representava a diversidade do povo brasileiro, ocorreu
uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de
Esportes Athleticos (AMEA). O Vasco foi convidado a participar dessa entidade e
a princípio aceitaria entrar na nova liga. Porém, exigiram do Clube que
excluísse 12 (doze) jogadores de suas equipes, 7 (sete) do primeiro quadro e 5
(cinco) do segundo quadro, pois, esses atletas estariam em desacordo com os
“padrões morais” necessários para a prática do futebol. Nossos jogadores eram
vistos como os “indesejáveis” do futebol.
Em
resposta às exigências da AMEA, marcadas pelo racismo e o preconceito social, o
então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando
que o Clube desistiria de fazer parte da nova liga, por não aceitar a exclusão
de seus atletas e por “(…) não se conformar com o processo porque foi feita a
investigação das posições sociais desses nossos consórcios, investigação levada
a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa”; (Ofício CRVG
nº261, 07 de abril de 1924). A “Resposta Histórica” demarca uma postura
institucional inequívoca do Vasco da Gama alinhada com as camadas populares e
na defesa de um futebol democrático, sem preconceito racial/étnico e social.”
Compositores: Fernando Regis, Marcelo Eloi e
Eduardo Machado
Intérprete: Grupo Toque de
Arte
Reprodução: Youtube – Canal Marcelo
Walger
Letra:
(Grito da Torcida: Vasco!
Vasco!)
Eu sou paixão, sou o Trem
Bala da Colina,
Sou a torcida vascaína.
Essa história é de quem
vibra, é de quem ama
De quem torce e de quem chama
De amor Vasco da Gama.
Mais de cem anos de conquistas e vitórias,
De orgulho e de glórias
E de tantas emoções.
São corações com a Cruz de Malta tatuada
Na cadeira, arquibancada,
Na tribuna ou na geral.
Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.
Na chuva e no sol
Do remo ao futebol
É um abraço entre Brasil e Portugal.
São Januário é o nosso caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.
São Januário é o nosso
caldeirão
Isso é torcida, isso é nação.
É o Expresso da Bola. Ai, que forte cenário
Já tivemos Barbosa, Bellini, Ademir, Edmundo e Romário
É Felipe, é Juninho (é gol!), é Dinamite, é Casaca, saca, saca
Toque de Arte tem a turma da fuzarca.
Vasco da Gama é paixão
Vasco da Gama é amor
É o vira, vira, vira, vira,
Virou!
(Grito da Torcida: Vasco!
Vasco! Vasco!
Vasco! Vasco!)
A
música “Paixão Vascaína” foi lançada em julho de 2011, pelo grupo de samba
Toque de Arte, quarteto formado por Marcelo Eloi (que chegou a ser jogador de
futebol profissional), Fernando Regis, Marcelo China e Marcio Costa.
O
vascaíno MC Charles, famoso por criar músicas para o seu time de coração, fez o
funk “Trem Bala da Colina”, que conquistou a torcida e embalou os jogadores na
conquista da Copa do Brasil de 2011.
A
frase “Aqui não tem essa de bonde” é uma referência ao funk do rival, “É o
Bonde do Mengão sem Freio”.
O funk
foi registrado também no show “Vamos todos cantar de coração”, de 2012, lançado
em CD e em DVD pela Som Livre.